OS
ULTIMOS DIAS DO MEU PAI
A morte é uma provedora de sentido. Nosso tempo de vida chega a
ela .
Não é o fim, é o objetivo, o sentido: passar, conhecer,
desfrutar, ocupar um lugar e deixar este lugar para outros viverem esta
experiência de passagem. A vida é possível na passagem,
senão não haveria lugar para ela e não poderíamos
ter existido. "Este é o sentido da morte: O estágio
final do crescimento".
Há muitas maneira de nos defrontarmos com ela. A fotografia, indicial
e icônica possibilita, em parte, esta vivência; o que vemos
através dela existiu de fato, esteve lá naquele lugar onde
a fotografia se fez. Não é uma fotografia para não
se esquecer, mas vivenciar a dor e beleza de morrer. ;Conforme escreve,
maravilhosamente em seu livro "A morte estágio final da evolução",
Elisabeth Kübler-ross, Quando, de alguma maneira, sentimos a morte
perto, apresenta-se uma oportunidade final de crescer e viver mais plenamente
o humano. Podemos começar a a encarar a morte como companheira
invisível e amigável em nossa jornada de vida e aprender
a viver a vida, podemos aprender a concentrar-nos em algumas coisas que
aprendemos e ignoramos: observar e alegrar-se com o brotar das folhas
no chão, admirar a beleza das nuvens num entardecer, observar com
surpresa o crescimento de uma criança, sentir o frescor e a temperatura
do ar que respiramos, da água que bebemos. "Alegrar-se com
oportunidade de experimentar cada novo dia é preparar-se basicamente
para aceitar a morte" |
|