Eliane Prolik
Currículo
ELIANE PROLIK

1960, Curitiba, PR.

1978/81 Graduação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).

1979 - Freqüenta a oficina de madeira de Antonio Arney, no Centro de Criatividade de Curitiba.

1980/81 - Curso de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

1981 - Happening e filme Urgência Crítica, na Uniarte II - Mostra de Arte Universitária de Formas Contemporâneas, promovido pela UFPR e Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) e 38º Salão Paranaense.

1981 - Primeiras individuais: Desenhos, na Galeria da EMBAP, e Heliografias, na Galeria do Inter Americano, em Curitiba. Os trabalhos são reproduções heliográficas de desenhos ou matrizes translúcidas.

1982 - Organiza, com um grupo de onze artistas, a Mostra de Arte Bicicleta¹, na sala de exposições do Teatro Guaíra. Eliane apresenta a instalação Cabidar? e 12 heliografias. Com essas heliografias, abandona a matriz e o desenho como meio de produzir a imagem em favor de um registro direto sobre o papel sensível à luz.

1 Participam da Mostra de Arte Bicicleta os artistas: Antonio Carlos Schrega, Denise Bandeira, Denise Roman, Eliane Prolik, Geraldo Leão, Leila Pugnaloni, Luiz Hermano, Marco Antonio Camargo, Mohamed Ali, Raul Cruz e Rossana Guimarães.


1982 - Prêmio no 26º Salão de Artes Plásticas dos Novos do Paraná e no 6º Salão de Arte do Iguaçu. Participa do 39º Salão Paranaense e da mostra Caixa de Arte, em Dayton, Ohio, nos Estados Unidos.

1982 - Coordenação da Galeria do Inter Americano (antigo Centro Cultural Brasil-Estados Unidos), espaço dedicado à exposição de novos artistas, assim como a debates sobre arte contemporânea.

1983 - Evento Moto Contínuo, desenvolvimento a partir do diálogo iniciado com a Mostra Bicicleta, entre a artista, Denise Bandeira, Geraldo Leão, Mohamed Ali, Raul Cruz e Rossana Guimarães. A idéia de circulação do trabalho de arte, a experiência coletiva no processo de criação artística e sua inserção urbana orientam as discussões do grupo. Foram realizados: os jornais pictográficos (jornais alterados pelos artistas e distribuídos gratuitamente); a edição do Jornal Moto Contínuo, encartado num jornal de grande circulação; a produção de cartazes únicos, colados em vários pontos da cidade e que se constituíam como mostra no espaço urbano; duas exposições nas galerias da Fundação Cultural de Curitiba; performances e intervenções no centro da cidade.

1983 - Criação da Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná (APAP), na qual a artista participa de duas diretorias 1983-84 e 1987-88.

1983 - Prêmio no 40° Salão Paranaense. Feira Nacional de Cultura, na Fundação Bienal de São Paulo e exposição coletiva Oito Artistas Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador.

1984 - Individual no Solar do Barão - Casa da Gravura de Curitiba.

84/85 - exposição coletiva Arte Paraná, na Funarte, Rio de Janeiro, e no Paço das Artes, em São Paulo, Quatro Artistas, na Galeria de Arte do IBEU, no Rio de Janeiro, e Artistas Paranaenses, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo.

1985 - Impressões Digitais, série de pinturas de grande dimensão composta por painéis, mosaicos, outdoors, em colaboração com Denise Bandeira e Laura Miranda, na Sala Miguel Bakun, na Biblioteca Pública do Paraná e no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Impressões Digitais é premiada no 42° Salão Paranaense.

1985 - Estuda na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão, sendo orientada por Luciano Fabro, artista plástico ligado à Arte Povera.

1986 - Coletiva na Accademia di Brera e individual com objetos e heliografias no Centro Cultural Ítalo-Brasileiro, em Milão. Retorna a Curitiba, onde mostra sua produção na Casa Romário Martins.

... elementos tridimensionais e bidimensionais formam um contexto inseparável com a luz, levando o espectador a perceber o próprio "discurso da luz". As pedras espalhadas no espaço, pintadas com pigmentos negros, adquirem a conotação da própria pele; daí porque prefere chamá-los de "corpos". Mesmo as heliografias - sistema pouco convencional em artes plásticas e que permite gravar mediante a ação da luz solar - que constituem grande parte dos trabalhos bidimensionais, resultam de uma manipulação dinâmica da tridimensionalidade da pedra em sua relação com a luz (...) A luz, fenômeno energético da vida, é adotada por Eliane Prolik como uma medida do espaço e condição para ver/sobreviver. Daí porque a utiliza como um antimeio, associado ao preto.
Adalice Araújo, O discurso da luz.


1986 - Performance Fio, com Denise Bandeira e Laura Miranda, no MAC-PR, e oficina Retorno do Corpo, na EMBAP, que aborda as relações entre arte e educação dos sentidos. Fio é reapresentada no CCSP.

1986 - Diretora do Museu e Atelier Alfredo Andersen (MAA). Membro do Núcleo de Estética da Secretaria do Estado da Cultura e da comissão de acervo do Museu de Arte do Paraná (MAP).

1987 - Mostra individual de heliografias, na Galeria Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Participa do 44º Salão Paranaense, com a obra Arte.

Ponte entre a pequena realidade do museu e a grande realidade simbólica, a relação de biunivocidade se dá não mais entre um espectador e uma obra de arte, mas entre uma realidade espaço-temporal e outra no plano da metáfora, onde convivem a um só tempo (ou fora dele) o ex-espectador e o universo/pneumático, imagem cosmogônica que contém a opção primeira e última da humanidade.
Pois é, Eliane, Arte é liana que nos envolve no seu/nosso universo sem começo nem fim e nos devolve nossa imagem sobreposta ao mundo. Entre ele e nosso reflexo, uma bomba carregada de ambigüidade, capaz de numa acepção insuflar o sopro vital e noutra provocar a destruição. Senhores, façam seu jogo.
Geraldo Leão, Senhores, façam seu jogo.


1987 - XIX Bienal Internacional de São Paulo, com Lumen, instalação composta por espelhos pendulares, objetos e painéis heliográficos. O trabalho incorpora o espectador através da sua presença no espaço, reflexão nos espelhos e registro de flashes luminosos sobre o papel heliográfico.

1988 - 10° Salão Nacional, e sua obra Autobser integra a coleção do MAM-RJ. A luz, explorada antes como fonte geradora de imagens, passa a ser trabalhada por suas propriedades de reflexão e absorção em obras com vidro, espelho, borracha, etc.

1988 - Mostra Olho 88, no MAC-PR, com série de relevos em madeira, chumbo e dobradiças, tratando da densidade da matéria e suas possibilidades na articulação da forma.

1988- Curso com Rodrigo Naves, "Arte Brasileira /Percursos e Particularidades", na Escola de Comunicações e Arte, da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

1989 - Mostra individual no Centro Cultural São Paulo, com a série de relevos em madeira.
Abstrações, silenciosos espelhos dos olhos, esses objetos derivam de uma elaborada ordem mental, de um desejo de forma, que visa a delimitar espaços e criar um sentido para "lugar".
Densos corpos negros, eles resistem à gravidade. O corte retilíneo vertical das dobradiças - arquitetura que os projeta no espaço - tensiona as qualidades das formas curvas (sugestão do corpóreo ou do erótico), interrompe o gesto e corta o movimento. Aqui as formas mesmas conotam o processo de geração e desenvolvimento. O seu princípio interno reside na sua própria exterioridade.
Ivo Mesquita, Eliane Prolik.


1989- Mostra individual, no jardim do Museu de Arte do Paraná, as esculturas expostas operam com o ar no interior das câmaras pneumáticas e estiram-se no espaço.

1989- Mostra Pára-Raios, em imóvel na Rua Emiliano Perneta, 420, antes da sua demolição, em Curitiba, participa cinco intervenções escultóricas ligadas à arquitetura.

1989- 21º Salão Nacional de Artes de Belo Horizonte e 2º Salão da Bahia, como artista convidada.
Membro do Conselho do MAC-PR, representando a APAP. Orientadora do curso sobre arte contemporânea no Museu Alfredo Andersen.

1989- Cenógrafa da peça "A Ponte", com texto e direção de Raul Cruz, encenada no Teatro Paiol, em Curitiba.

1990 - Orienta curso sobre arte contemporânea e arte brasileira, em seu ateliê em Curitiba.

1990- Exposição individual na Galeria Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, mostra a série de esculturas de parede pretas ou brancas, executada com chapa de metal recortada e manipulada em dobras e angulações.
As esculturas de Eliane não repousam na parede. Em se tratando dessas peças, nenhum verbo é tão mal-empregado como este. Repousar implica silêncio, descanso. Elas não se regem por esse comportamento aderidas ao plano da parede. Antes, seu procedimento é de um incessante tensionamento daquele espaço, o que as distanciam de qualquer atitude de elegia ou de aceitação desse lugar como o lugar da arte. Se o volume físico da obra é elemento de afirmação, a pintura que as recobre cancela essa imposição. Na parede, as peças parecem estar na iminência do seu desaparecimento. As pretas se apresentam como furos, buracos virtuais. Já as brancas têm a percepção de seu volume negado pelo outro branco no qual "repousam". (...)
Destinadas a espaços internos, as esculturas em sua geometria dialogam com a estrutura do ambiente construído. O diálogo é estreito: um olhar analítico pode até mesmo desconstruí-las e obrigá-las a um retorno a sua condição de plano - semelhante à planitude da parede (aí tem outra operação de interdição do volume). Mas a obra não é pura geometria, senão estaríamos diante de um mero adereço, de uma peça de design que se curva e reverencia um espaço já instituído. Eliane se ocupa da geometria, mas nega disciplina a esse saber, porque ele se funda na abstração espacial. Suas esculturas reclamam o concreto dimensionamento do corpo físico (lembro o fragmento de um poema de Pierre Albert-Birot que parece cair como uma luva: '... superfície organizada em preto e branco / E, no entanto, acabo de ouvir-me respirar...'). Materializam torsos, braços abertos, configurações ósseas, boca, etc.
Marco Mello, Esculturas de parede: diálogo, tensão e dúvida na fundação de um lugar.

1990 - Artista convidada na IX Mostra da Gravura de Curitiba.

1990 - Membro do Conselho da Galeria do Inter Americano por dez anos.

1991 - Panorama da Arte Brasileira - Tridimensional, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e exposição Apropriações, no Paço das Artes, sob a curadoria de Tadeu Chiarelli. Sua obra Aparador, produzida para a mostra, pertence ao acervo do MAM-SP.

1991 - Premiada no 48° Salão Paranaense com a obra Três Graças, e no 12° Salão Nacional, com Cinco Graças, acervos do MAC-PR e da Funarte, respectivamente. Prêmio também na IX Mostra do Desenho Brasileiro, com Versão do Risco, em Curitiba. Exposição coletiva que inaugura a Galeria Casa da Imagem, em Curitiba.

1992 - Mostra individual na Galeria Casa da Imagem, com esculturas em cobre, da série Carne.
Ao retirar a pintura para apresentar o próprio material da escultura, Prolik expõe o cobre como carne. O cobre, devolvendo a luz nos seus reflexos brilhosos, ainda ousa ensaiar sua dissolução corporal para o mundo visível. É como uma busca mais desesperada da leveza como reação ao peso de viver, diria Italo Calvino. Algumas esculturas em aço abrem-se em perfil, como um corte longitudinal na espessura da pele. No outro extremo, a escultura trata da existência quase carnal da idéia.
Pele da pele, mímesis de si mesma - a maleabilidade, a dobra, a tensão expõem-se como energia dispendida e recuperada na conformação da obra. A escultura opera uma compressão do tempo: a circularidade parece desafiar a impossibilidade de existência de um outro contorno.(...) O tempo já não está nos limites do desenho do plano, nos contornos da escultura, mas advém agora da operação topológica. Cria-se uma nova dinâmica de comunicação dentro/fora ou da ação olhar/respirar. Duração e ritmo são dimensões do tempo interior nos limites da experiência ambivalente da sublimação da carne e da corporificação das idéias.
Paulo Herkenhoff, Prolik, ar e lapso.

1992 - Projeto Escultura Pública organizado pela Galeria Casa da Imagem e um grupo de artistas.³ O projeto de oito esculturas em espaços públicos da cidade de Curitiba e acompanhado de fórum de debates. Produz dois trabalhos: Canto I, em madeira, ferro e chapa galvanizada, e Canto II, em aço sac 41. Canto II encontra-se atualmente no Jardim de Esculturas do MAC-USP, na Cidade Universitária em São Paulo, enquanto Canto I foi destruído.
Os Cantos, poeticamente, eram uma espécie de acontecimento ou lugar contrário à ideologia de circulação encontrada nas metrópoles, pois neles podia existir o devaneio, o silêncio, a parada. Privilegiando a configuração de um volume interno, os Cantos foram realizados entre a escala do corpo humano e a arquitetura da cidade e foram instalados em ilhas de calçamento ou sobras urbanas de modo a estabelecer laços com o cidadão. Eles envolviam o corpo do sujeito. Propunham a experiência de uma interioridade citadina ao mesmo tempo em que redimensionavam o fluxo urbano. Quando você se dirigia a esse canto, a esse devaneio, a esse espaço impossível dentro da cidade, você também era ininterruptamente devolvido a ela, fosse pela linha de luz ou rasgo de matéria em Canto II, fosse pela assimetria de dimensão incômoda e a matéria reflexiva do Canto I. Ambas as peças acolhiam, além do passante, o movimento do ambiente onde estavam locadas.
Eliane Prolik, Corpo escultórico.


1992 - Participa da X Mostra da Gravura Cidade de Curitiba - Mostra América, com a instalação Perpétua.

1992 - Em parceira com o arquiteto João Suplicy Neto, a produção de relevos e esculturas de grandes dimensões: Shopping e Hipermercado Mercadorama, em Maringá, Design Center e edifício-sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, em Curitiba.
³ O projeto Escultura Pública foi promovido em conjunto pela Galeria Casa da Imagem e os artistas David Zugman, Denise Bandeira, Eliane Prolik, Laura Miranda, Rossana Guimarães e Yiftah Peled.

1993 - Exposição no projeto Encontros e Tendências do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), mostrando esculturas em aço. Coletivas Brasil Contemporâneo, na Galeria Casa da Imagem, e Project Brazilian Contemporary Art, no MAC-USP, do projeto de postais sobre arte brasileira contemporânea, coordenado por Charles Watson.
A relação com o espaço arquitetônico é um aspecto constante da obra de Eliane Prolik e que será expandido até suas experiências dentro do ambiente urbano. Ora, que o espaço arquitetônico tem como referência o próprio corpo humano, é um dado que certamente não escapará mesmo àquele menos interessado na matéria. (...) Sob este ponto de vista, afrontar o espaço arquitetônico, tal como faz a artista, é um meio efetivo de afrontar o nosso próprio corpo. Sua meta é contrariar as medidas que ele traz dentro de si, a carga acumulada e adormecida de experiências, o que ela obtém mediante objetos que à primeira vista encantam pela elegância e discrição, mas que na verdade são finas epidermes sob as quais se escondem surpresas inquietantes, seiva de novas experiências.
Agnaldo Farias, Eliane Prolik na Casa da Imagem.


1993 - Prêmio no 50º Salão Paranaense, e sua obra Lanterna é incorporada ao acervo do MAC-PR, enquanto a escultura Porta, em aço sac 41, com 4,50m de altura, é instalada no Colégio Estadual do Paraná.

1994 - Bienal Brasil Século XX, segmento "A Atualidade - Breve roteiro para um panorama complexo: a produção contemporânea
(1980-1994)", sob a curadoria de Agnaldo Farias, na Fundação Bienal de São Paulo.

1994 - Produção da série de trabalhos em cobre repuxado, junto aos artesãos da família Daldegan, por quatro anos.

1994 - Coordenação do Projeto Raul Cruz (artista paranaense falecido em 1993), com o levantamento das obras, a produção de um catálogo e uma exposição retrospectiva da obra gráfica e pictórica do artista, realizando a aquisição de um conjunto representativo de seus trabalhos para os acervos dos museus municipais.

1995 - Mostras individuais na Galeria Casa da Imagem, em Curitiba, e na Galeria Joel Edelstein Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.
Os objetos fabricados podem ser um vaso dentro de um vaso, um contentor, um pêndulo congelado em seu movimento, uma abertura ou aberturas de tipos diferentes, mas todos, juntos ou individualmente, estabelecem uma conexão entre o dentro e o fora numa relação impossível de ser fixada ou finalizada. Os contornos dessas formas são eles mesmos tomados como um dado renovado, como limites espaciais e conceituais a serem excedidos e subvertidos. Nesse sentido, a presença do espectador é também componente da obra e necessária ao tensionamento dos limites das esculturas e dos espaços.
Ivo Mesquita, Contentores do mundo.

Na superfície e no interior dessas formas, estão sensações, analogias, lembranças. Por uma transposição dos sentidos, elas não nos atraem só visualmente. O tato também é mobilizado, só que na direção de um outro sentido, na expectativa auditiva que o metal sugere - resposta tardia ao som das marteladas que moldaram o metal quente. Existe uma pregnância sonora presente nessas formas, uma vibração pronta a ser deflagrada. Elas contêm sons iminentes, ressoam imóveis, sonantes contidas, reverberantes.
Paulo Venâncio Filho, Forma cigana.


1995 - Prêmio no Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP, e sua obra Campânulas é incorporada ao acervo do museu.

1995 - XI Mostra da Gravura Cidade de Curitiba - Mostra América, da exposição Objeto Gravado, no Museu da Gravura de Curitiba.

1995 - Projeto Arte Contemporânea na Universidade, na UFPR, sob a curadoria de Geraldo Leão, onde apresenta Balofo, um pára-quedas invertido e suspenso junto à fachada do edifício da universidade.

1996 - Apesos, mostra individual na Galeria Valu Oria, em São Paulo, com esculturas em cobre, chumbo e prata, que problematizam noções de peso em suspensão.

1996 - Exposição Arte e Espaço Urbano - Quinze Propostas, com curadoria de Aracy Amaral, projetos para espaços públicos em Brasília, por ocasião do V Fórum Brasília de Artes Visuais. Apresenta Embarcações, projeto de uma fonte, constituída de formas em cobre que transbordam água. A obra Pálio participa do projeto Escultura ao ar livre, no Centro Cultural São Paulo, posteriormente adquirida pelo Instituto Itaú Cultural. Mostra Experiências e Perspectivas - 12 Visões Contemporâneas, no Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto, e na Galeria da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

1996 - Coordenação com Bernadette Panek, do Projeto Aquisição e Coleção de Obras - XI Mostra da Gravura, para os acervos dos museus municipais com trabalhos de Waltércio Caldas, Louise Bourgeois, Brice Marden, Lygia Pape, Mira Schendel, Andy Warhol, Helio Oiticica, entre outros, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

1997 - I Bienal Mercosul, em Porto Alegre, com a curadoria de Frederico de Morais e exposição individual na Galeria Waterfront, em Ghent, na Bélgica, mostra a instalação Balos, série de esculturas horizontalizadas e em balanço.

1997 - Projeto Arte/Cidade: A cidade e suas histórias, mostra Lívidos no antigo Moinho Central, em São Paulo. Pálio integra o projeto Diversidade da Escultura Contemporânea, mostra de esculturas na Avenida Paulista, e exposição coletiva Tridimensionalidade na Arte Brasileira do século XX, organizadas pelo Instituto Itaú Cultural. Coletiva Brasil Reflexão 97, no Museu Metropolitano de Arte.

1998 - Exposições individuais Ruminantes, série de esculturas com objetos comuns no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, e na Galeria Valu Oria, em São Paulo. Artista convidada, do 26º Salão Nacional, na mostra Vista Assim do Alto, com curadoria de Agnaldo Farias. Com trabalhos pertencentes à coleção Gilberto Chateaubriand, integra as exposições Um Olhar Brasileiro, na Haus der Kultur der Welt, em Berlim, e O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira, com curadoria de Sônia Salzstein, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e MAM-RJ. Exposições coletivas na Galeria Casa da Imagem e Valu Oria.
O Museu Alfredo Andersen (casa), antiga moradia (cidade) e ateliê do pintor, recebe (exposição) os objetos (coisas) de Eliane Prolik (artista). Lençóis pensos (teto) guardam água (sacos plásticos) e arquitetam (projeto), juntamente com as estruturas (fios), cruzando o teto (rede), um espaço definido (lugar) ou acontecimento (passagem). Pratos (nutrição) pendurados (parede) reverberam os sons (gotas), vertendo em funis perto do chão (piso). A rosa (flor) é refletida (jogo) no console de espelho, ao mesmo tempo (presente) que o espectador (eu e você). Uma pilha de pequenos copos (copo), encaixados uns nos outros, forma uma coluna suspensa (ar) - há uma sede (memória) que contém outra sede (murmúrio). Paulo Reis (da série Ruminantes, sem título).

1999 - Realiza a mostra individual Arranha-Céu, na reinauguração do MAC-PR.
... a primeira coisa que vem à nossa mente, quando vemos uma obra constituída por pratos... é que se trata de um prato. Agora, o prato pode ser o mesmo que faz parte de nosso dia-a-dia, mas o lugar - e o olhar - não.
Afinal, é impossível, olhando para as obras mais novas de Eliane, perder de vista a sua produção anterior. Não consigo ver suas pias jateadas, de outro modo senão como um comentário ou uma revisitação às outras peças de parede - dobraduras de metal -, que a escultora desenvolveu no final da década de oitenta. A concisão da forma, o uso da cor branca, o interesse pelo serialismo, o silêncio - isso ainda encontramos nessas obras, apesar de agora se fazer ouvir um leve ruído. Um ruído que certos objetos - faca, pia, garfo -, por apresentarem uma vida própria, causam.
Fernando Burjato, O fim das coisas.


1999 - Exposição Objeto anos 90 - Cotidiano/Arte, curadoria de Lisette Lagnado, no Instituto Cultural Itaú, em São Paulo, com a instalação Naquilo. Exposição Olhos Blindados, curadoria de Paulo Reis, na Galeria Ibakatu, em Curitiba.

1999 - Projeto Fronteiras, organizado pelo Instituto Itaú Cultural, instala a escultura Pálio, em Ponta Porã, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

1999 - Orienta curso no Museu e Atelier Alfredo Andersen, com intervenção pública coletiva Via Lapso, em terreno desocupado na Rua Paula Gomes, nos arredores do museu.

2000 - Mostra Tuiuiú, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro, conjunto de esculturas de pequena escala, formada pela justaposição de objetos utilitários em porcelana branca.

2000 - Conclusão do curso de especialização em História da Arte do século XX, na EMBAP, com a monografia "Miguel Bakun - A Natureza do Destino".

2000 - Exposições: Paralelo 25º 27", na Galeria Casa da Imagem, Obra Nova, no MAC-USP, coletiva na Galeria São Paulo e Acervo Contemporâneo Curitiba 2000, projeto de aquisição de obras para a Fundação Cultural de Curitiba.

2001 - Projeto Inserções, curadoria de Paulo Herkenhoff e Angélica de Moraes, publicado na Revista Bravo. Nada Além reproduz a imagem de uma Kombi branca, cuja lataria está recortada com trechos de letras de música do repertório popular brasileiro.
São apenas algumas palavras. Palavras em suspenso. Palavras que reintroduzem a poesia na existência, na ruidosa sonoridade urbana das vias da metrópole. Poesia embebida em música; palavras ilhadas, nas quais músicas inteiras podem ser captadas. Música que se difunde, que se divulga, que se dissipa pelo ar, pelas artérias urbanas, numa circulação feérica.(...)
Tão simples e raro, sem efeitos especiais, as luzes urbanas perfuram as letras vazadas e projetam visões em movimento. Se a música expande-se pelo ar, aqui então o silêncio entre dois sons está inscrito nas placas de metal na lataria do carro. As paredes do furgão branco se transformam em grandes blocos de silêncio, ofertando a imaterialidade das palavras musicadas aos passageiros e passantes.
Cláudio Mello, Palavras em movimento.


2001- Performance Veis, esculturas com biscoitos de polvilho são vestidas e comidas por quatro bailarinas, no Espaço Abraço, em Curitiba.

2001 - Exposição coletiva no Museu de Arte Brasileira, da Fundação Armando Álvares Penteado, 40 Anos - MAB-FAAP, curadoria de Maria Isabel Branco, em São Paulo, com a obra Arcadas. Exposição Arte Contemporáneo Brasileño, curadoria de Katia Canton, na Pontificia Universidad Católica de Chile, em Santiago.

2002 - XXV Bienal Internacional de São Paulo, mostra as obras No Mundo Não Há Mais Lugar e Gargue.
Como na trama de um labirinto, os trabalhos vão se realizando em percursos sempre abertos a novas possibilidades. O espectador, ao experimentar o branco sobre branco das obras, atenta para o conjunto de relações que o envolve. As obras acontecem numa sucessão de instâncias que se multiplicam num espaço íntimo de memória. Em fragmentos que implicam outros fragmentos, vai-se criando um mapa complexo em obras que parecem apenas prolongar o espaço onde se manifestam.
Daniela Vicentini, Percursos.

2002 - Coletiva A Busca de um Sentido para o Mundo, no Museu Alfredo Andersen, e mostra individual Tuiuiú.

2002 - Organização coletiva de cursos sobre arte contemporânea e do Seminário Arte no Paraná, no Museu Alfredo Andersen e Goethe Institut.

2003 - Individual Capulus, no Mariantonia - Centro Universitário da USP, em São Paulo. A série de trabalhos apresentados é executada em aço inox, em longos cordões que se articulam no espaço em ação escultórica, enquanto o piso, coberto por espelhos, redimensiona o local e a presença dos objetos.
As esculturas de Eliane Prolik foram dispostas à força ou se articularam desse modo sem resistência? Pregados ao teto e às paredes, esticados, caídos ou retorcidos, esses cordões parecem se opor à intervenção escultórica de construir uma forma tridimensional acabada. Mas logo vemos que há certa organicidade e que suas partes irrompem no espaço coordenadamente, como se estivessem se erguendo dentro dele. Há, sem dúvida, uma forma interna que os move, mas sem conduzi-los a uma forma pronta; eles permanecem sempre abertos e instáveis. (...)
Parecem estruturas e, no entanto, tendem a desmoronar. A imediata alusão à estrutura serve mais para ressaltar o fracasso da tentativa de suportar algo, pois o aspecto disforme inicial está sempre presente. Podemos supor, conhecendo suas articulações e a sala que funciona como seu ponto de apoio, uma gama de possíveis movimentos e novas configurações, num exercício que lembra um jogo em que cada situação sugere as possibilidades dos lances seguintes. Mas, efetivamente, eles não mudam. Eis um instante fixado pela artista, que negocia com o material sua sustentação.
Thais Rivitti, Capulus.


2003 - Exposições Pluralidade, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis; Entre o Preto e o Branco, na Casa da Cultura da América Latina da Universidade Nacional de Brasília (UNB); Pluralidade na Arte Brasileira, na Galeria de Arte e Pesquisa, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, e Heterodoxia, série de exposições coletivas itinerantes organizadas pelos próprios artistas, que são apresentadas na galeria da Faculdade de Artes Visuais (FAV), em Goiânia, no Memorial da América Latina, em São Paulo, e no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba.4

2003 - Mostra Imagética, organizada pela Fundação Cultural de Curitiba, com heliografias pertencentes ao acervo da instituição, e mostra Incursões, curadoria de Daniela Vicentini e Simone Landal, realizada no Espaço das Artes do Ecomuseu de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

2003 - Realiza Não Pare Sobre os Olhos, série constituída por intervenção na imagem de placas de sinalização urbana.
Membro da Comissão de Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba e do Conselho Consultivo do MAC-PR.

2004 - Exposição coletiva Nome, curadoria de Daniela Vicentini e Simone Landal, na Casa Andrade Muricy, em Curitiba, e da mostra Dna, na Galeria Arte em Dobro, no Rio de Janeiro. Apresenta Tuiuiú no Projeto Octógono, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo.

4 Essa mostra continua em 2004, apresentando-se em Vitória, na Casa Porto das Artes Plásticas; em Natal, na Casa da Ribeira Espaço Cultural; em Recife, na Casa de Cultura Joaquim Nabuco; em João Pessoa, no Espaço Cultural José Lins do Rego; em Salvador, na Galeria Paulo Darzé, em Florianópolis, no Museu de Arte de Santa Catarina; em Fortaleza, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (MAC) e ainda em Lima, no Peru, na Artco Galeria de Arte.

Fonte: http://www.muvi.advant.com.br
Coordenação: Fábio Channe