A POÉTICA DOS LAMBREQUINS
Para resgatar e vivificar a lembrança dos lambrequins que
povoavam e ornavam os beirais das casas de madeira em Curitiba,
o escultor VALDIR FRANCISCO se apropriou de diversos materiais
que ressignificam e chamam a atenção do público
sobre esses adereços arquitetônicos.
Retirados de seu contexto original e observados como objetos de
design passam a configurar na argila, no MDF e na linóleogravura
novas imagens, inusitadas volumetrias, sombras flutuantes, móbiles
sonantes a serem visitados e revisitados pelas sensações
que buscam presentificar o passado dos curitibanos.
Ao se dizerem como objetos múltiplos, ao se organizarem
como linguagens plásticas (escultóricas), aqui os
lambrequins construídos por um pensamento transformador
geram uma autonomia perceptiva que caracteriza a contemplação
poética.
Profa. ROTI NIELBA TURIN
|