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Solo #7
90 x 135 cm. 2004
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Díptico #1
50 x 75 cm. cada. 2004
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Díptico #5
50 x 75 cm. cada. 2004
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Solo #9
90 x 135 cm cada. 2003
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Solo #11
90 x 135 cm. 2005
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Solo #2
90 x 135 cm cada. 2003
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Tríptico #5
50 x 75 cm cada. 2000
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Tríptico #3
40 x 60 cm cada. 2000
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Solo #4
90 x 135 cm. 2002
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Solo #17
90 x 135 cm. 2003
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Tríptico #2
40 x 60 cm cada. 2003
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Solo #6
90 x 135 cm. 2003
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Solo #2
90 x 135 cm. 2002
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Solo #5
90 x 135 cm. 2002
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Solo #1
90 x 135 cm. 2002
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Solo #10
90 x 135 cm. 2002
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Solo #13
90 x 135 cm. 2003
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Solo #3
90 x 135 cm. 2003
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Solo #5
90 x 135 cm. 2004
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Solo #7
90 x 135 cm. 2000
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Solo #14
90 x 135 cm. 2000
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Solo #11
90 x 135 cm. 2000
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Solo #9
90 x 135cm. 2001
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Díptico #2
50 x 75 cm. cada. 2004
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Díptico #2
50 x 75 cm. cada. 2000
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Solo #4
90 x 135 cm. 2003
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Díptico #4
135 x 90 cm cada. 2005
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Imagens Posteriores
A indução pretendida pela
legenda acima, no caso específico das imagens de Patricia
Gouvêa, faz mais do que se justificar, é uma afirmação
procedente. A conquista de uma manifestação visual,
que se viabiliza através da introdução das
recentes inovações tecnológicas(1), constitui-se
no norte poético desta artista. Patricia faz da fotografia
o seu meio de apreensão de sentidos, do aparelho-câmera
o elemento de intermediação imprecisa com o real,
e do computador o seu mecanismo de diluição de referências.
Poderíamos em uma primeira abordagem
sobre estas imagens sermos levados a entender que, ultimamente,
a introdução em larga escala de recursos fotocomputadorizados
no campo das configurações planares acabaria nos
suscitando um retorno às questões da arte que antecederam
ao conhecido período moderno. O aumento significativo da
participação de imagens fotográficas nas
atuais mostras de artes visuais, faz com que pensemos em um certo
retorno à questão da representação.
Uma proliferação de referências ligadas ao
mundo, a verdade da película em negativo contida no mecanismo
fotográfico e suas possíveis transmutações
no ambiente digitalizado, quando orientadas para a intenção
de fidelidade de uma imagem, terminam enfatizando uma noção
de reflorescimento acadêmico. Porém nas obras de
Patricia Gouvêa, esta constatação não
é válida. Suas imagens, apesar de ainda possuirem
uma conexão indicial com o motivo fotografado, são
transubstanciadas na imperfeição técnica
(má fotografia) e também quando interagem com o
ambiente cibernético, tornando-se outra coisa, que não
é mais o motivo primeiro submetido ao "clic".
Sua imagem é exatamente fresca,
não é mais real, mas sim uma aparição.
Algo acrescido não pela experiência da contemplação,
mas reinventado pela interferência estetizante a posteriori,
daí "posterior" à experiência que
o ato fotográfico permite. Para isto, também concorre
a submissão à "eterna grade", atualmente
travestida em seqüências de zeros e uns, uma gramática
exclusiva deste novo sistema de códigos.
Além do abandono da precisão(2),
comum ao meio eleito, é patente nas imagens de Patricia
Gouvêa uma outra estratégia organizada pela artista
para explicitar a interface entre as sensações de
estaticidade e dinâmica. Se pensarmos o instantâneo
como segmentação fixadora de um fragmento do continuum,
a introdução da imagem fotográfica no ambiente
videográfico acontece como via de escape para a idéia
de inércia e de morte(3), implícita no instantâneo.
Enfim, Patricia propõe um conjunto de visualidades e recursos
que transitam entre dois meios expressivos distintos. Este é
um álibi, um subterfúgio aplicado para afirmar que
a esperança ainda é um alento possível, que
cada segundo de vida que pulsa é afirmação
do desejo de continuar existindo, ou seja, as "imagens posteriores"
nos fazem lembrar que o amor ainda existe.
João Wesley / Junho de 2003
(1)......Se estas imagens podem
ser ditas ou referidas por alguma coisa, seriam para milhões
de bits de informação eletrônica matematicamente
acrescentadas. A visualidade seria situada em um terreno cibernético
e eletromagnético onde os elementos visuais e abstratos
e linguísticos coincidem e são consumidos, circulados
e trocados globalmente. _Crary Jonathan. Techniques of the observer.
(2) ........"Os Milagres
da Fotografia".......a interface da escala massiva do primeiro
plano, como delicado padrão do plano de fundo; o contraste
na perspectiva; cor e forma; o preciso acabamento material, formando
sutis momentos de movimento. _ Laurentiev, Alexander. Rodchenko
Photografhy. Konemann, 1999
(3) A fotografia..............Ela
designa a morte do referente, o passado retornado, um tempo efetuado
e imóvel. ............ela indica que por debaixo a vida
continua, que o tempo flui e que o objeto capta e ao mesmo tempo
deixa escapar. -_De Duve, Thierry. Essais Datés 1 - A pose
e o instantâneo ou O paradoxo fotográfico.
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