|
A pesquisa artística de Laércio Redondo apresenta
alguns vetores comuns e, talvez, um dos mais importantes seja
o do reposicionamento de noções de espaço.
Seus trabalhos ocupam e fazem uso dos espaços privados
(memórias e afetos) e espaços públicos (museus,
galerias e ruas), que se interpenetram e imiscuem-se permanentemente.
Os projetos "After Venice" e "Hotel Solidão"
reconstroem o espaço sob novas coordenadas nas quais outra
racionalidade espacial depreende-se de representações
vertiginosas do mundo físico. Em "Kidnapping Images"
soma-se ao espaço a coordenada temporal ao se justaporem
duas situações e histórias distintas, metáfora
bergsoniana de nosso imaginário de lembranças e
percepções. No 'work in progress' "Listen To
Me", constitui-se o espaço de forma ativa e plural
através da participação de diversos sujeitos
numa malha de escolhas e audições musicais em lugares
espalhados. E por último, "Stranger/Estrangeiro",
encena o espaço do permanente deslocamento, campo do oblívio,
que ganha forma no dispersar dos flip-books distribuídos.
Paulo Reis
Curitiba 2007
|
 |