Insólito e atraente, o jardim secreto da artista Ana Miguel
desperta a memória esquecida. Partindo de uma escolha de
restos, fragmentos de contos, pequenas frases, objetos em miniatura
- signos de uma "interioridade das impressões",
Ana inventa um mundo teatralizado, um espaço de lembrança
aberto aos observadores atentos. Difícil ficar insensível
à essa fantasia delicada e dolorosa. Humor, amor, solidão,
fechamento e relação com o outro são os fios
da meada que tece sua obra. Ana Miguel desperta os sentidos dos
imaginários adormecidos.
A artista, que começou seu percurso como gravadora, desenvolve,
a partir dos anos 80, obras tridimensionais. Colabora também
com projetos de teatro. As relações humanas, os
deslizamentos dos sentidos, a experiência dos sentimentos
e afetos constituem a matéria do seu trabalho desconcertante
e pleno de humor. Ela recebeu inúmeros prêmios por
seu trabalho que se encontra em coleções públicas
e privadas, como a de Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna da Bahia, Mudeu de Arte
de Brasília, Centro de Leitura de Reus, Espanha, Fundação
ARTEBA de Buenos Aires, Argentina, entre outras.
Algumas exposições recentes: Rapunzel, El Borde
Arte Contemporáneo, Buenos Aires, Argentina, 2006; LIVRO=SONHO,
Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro, 2006; Je t'adore,
individuais no Le Vivat, Armentières, França, e
Galerie Flux, Liège, Bélgica, 2005/2006; A/MAZE,
La Trefilerie, Bruxelas, Bélgica, 2004; Para Conter um
Labirinto: Narrativas, Espaço Cultural Sérgio Porto,
Rio de Janeiro, 2004; Gentil Reversão, no Castelinho do
Flamengo, Rio de Janeiro, 2003; I MISS YOU, Gallery 32, Londres,
Reino Unido, 2002; 25ª Bienal internacional de São
Paulo, São Paulo, 2002; Dear Flowers, Museum of Installation,
Londres, Reino Unido, 2000; II Bienal do Mercosul, Porte Alegre,
1999.

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